Seja a vida, a boca, o perdão, as coisas que seguem dentro do coração, do jeito inconsciente que aqui jaz como água que escapa aos dedos, escorregadia, distinta, que habita na canção que toca no rádio e que me fez lembrar de um determinado momento que pude vivenciar.
Seja apenas a gota que cai da chuva enquanto corro para me desvencilhar de ti, me prendendo em conceitos, dúvidas e sorrisos.
Seja o caminho sem volta, quero apenas a ida vivida, sentir sem pestanejar a boca, o abraço, o afago, meu peito arder, ir sem saber a onde, sem rumo, sem tino, apenas sentindo.
Seja, não querendo ser nem estar, mas mesmo assim penetrando fundo sem imaginar, sem querer, como brincadeira perpetuar o desejo que habita em teu beijo, me mostrando coisas que nem sabes o que é, que nem deseja encontrar em ti.
Sem rumo vai correndo, sem destino querendo viver, e viver, e viver… vivendo, passando, mostrando, deixando ser sem saber o que é, o que gosta. Na contradição da discussão risadas e verdades subjulgadas.
Sendo assim, apenas seja.